Autor: Maggie Stiefvater
- Editora: Agir
- ISBN: 9788522010509
- Número de páginas: 348
Ano: 2010
Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcateia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas - uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo. Tudo o que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira de para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido.
Calafrio é o primeiro volume da trilogia “Os Lobos de Mercy Falls” que foi
lançada no Brasil pela editora Agir.
O que primeiramente me levou a querer ler Calafrio foram o
titulo e a capa, que apesar de serem tão simples fizeram uma combinação tão boa
que antes mesmo de ler a sinopse eu já sabia que precisava desse livro.
Calafrio é um livro de gênero sobrenatural, mas completamente
diferente de todos do gênero que eu já tinha lido, além de se tratar de lobos – nada de vampiros, ou bruxos -. O
mocinho
esta longe de ser o típico Bady boy com o passado cheio de segredos, Sam tem sim um passado bem complicado e com traumas, mas isso não fez dele o garoto problemático, ao contrario disso, ele é uma pessoa sensível que demonstra seus sentimentos e vê o mundo com olhos de um artista. E Grace é uma adolescente independente e madura, que praticamente se criou já que seus pais são totalmente negligentes. Outra coisa diferente é que aqui você sabe que o romance vai existir, o mocinho não tem que fingir que não se importa com a mocinha, eles já são apaixonados um pelo outro, mesmo antes de Grace saber que o “seu lobo” era na verdade uma pessoa ela já o amava, também não existem todas aquelas brigas ou um vilão que faz de tudo para atrapalhar os dois, o maior problema do casal é o tempo.
esta longe de ser o típico Bady boy com o passado cheio de segredos, Sam tem sim um passado bem complicado e com traumas, mas isso não fez dele o garoto problemático, ao contrario disso, ele é uma pessoa sensível que demonstra seus sentimentos e vê o mundo com olhos de um artista. E Grace é uma adolescente independente e madura, que praticamente se criou já que seus pais são totalmente negligentes. Outra coisa diferente é que aqui você sabe que o romance vai existir, o mocinho não tem que fingir que não se importa com a mocinha, eles já são apaixonados um pelo outro, mesmo antes de Grace saber que o “seu lobo” era na verdade uma pessoa ela já o amava, também não existem todas aquelas brigas ou um vilão que faz de tudo para atrapalhar os dois, o maior problema do casal é o tempo.
“Sabia que ele não me faria mal.
Eu queria que ele soubesse que não o machucaria.
Esperei. E esperei.
E ele também esperou, embora eu não soubesse o quê.
Eu sentia que era a única a estender a mão.
Mas ele estava sempre lá. Me observando observá-lo.
Nunca nem um pouco mais próximo de mim, mas também nunca mais longe.”
Na verdade o tempo é à base da história - até mesmo na divisão dos capítulos-, seja referindo a contagem dos
dias ou ao clima. O livro se ambienta principalmente no inverno e o foco são os
sentimentos de Grace e Sam e a corrida deles contra o tempo, então se você
procura por um grande clímax com cenas de lutas e coisas do tipo, calafrio não
é o livro. Na verdade Calafrio é um livro sensível à história tem uma pegada
mais poética, mais melancólica e triste que combina totalmente com o ambiente em
que o livro se passa – e é lindo-.
"Você é como uma canção que ouvi quando
era criança, mas que esqueci ate que a ouvi de novo." (Grace).
Já vi muita gente descrever o livro como “parado” e ele realmente
é, mas mesmo assim isso não atrapalha nem um pouco a leitura, Maggie conseguiu
suprir a falta de ação com o romance puro e verdadeiro de Sam e Grace além de
ter uma mitologia lupina incrível e totalmente diferente do que estamos acostumados
a ver por ai, o livro inteiro foi uma novidade incrível para mim e eu já terminei
de lê-lo querendo começar “ Espera” (segundo
volume da trilogia).
“Eu tinha encontrado o paraíso e me agarrava a ele tão apertado
quanto podia, mas ele se desfazia, um fio muito frágil escorregando entre meus
dedos, fino demais para que eu pudesse segurá-lo” (Sam).
Se você tem receio de ler o livro e não gostar por ter
escutado comentários como “é meloso de
mais” ou coisas do tipo, de uma chance mesmo assim e tire suas próprias conclusões,
o livro é totalmente recomendado.





